#Pathogenic
Pathogenic pega a ideia do estágio celular de Spore e transforma em um jogo próprio. Em vez de um microbe banal, você é um parasita que invade um corpo humano e enfrenta anticorpos como inimigos. A ação lembra um twin-stick shooter: controlar a criatura é responsivo e tem uma sensação de natação que combina com o ambiente viscoso.
O grande trunfo é a customização. Fora dos combates, você abre um editor e encaixa organelas nos nós do corpo do bicho, mudando como atira, como se move e quais bônus ativa. Inimigos fortes deixam novas peças; com DNA roubado você pode evoluir para formas inteiras diferentes, cada uma com estatísticas e layout próprios. Em uma das minhas corridas, meu blob virou uma ‘água-viva da morte’ com tentáculos e um jato de ácido; certos acertos aumentavam o dano, errar reduzia, o que força tiros mais precisos em vez de spray.
O jogo também acerta no design de roguelike: a interface é discreta e mantém mapa, munição e organelas relevantes sempre visíveis. Você pode teleportar instantaneamente para salas já limpas, o que facilita explorar sem perder tempo. O demo está disponível e, mesmo em desenvolvimento, já mostra polimento e ideias sólidas. Se você sente falta do que Spore tentou, Pathogenic é uma reimaginação interessante que vale testar.