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Cena de Counter-Strike 2
Counter-Strike

Jogadores de Counter-Strike 2 na Alemanha vão ganhar um recurso curioso: antes de comprar/abrir certos containers, o jogo vai mostrar o item que sairia dali. Parece o sonho de quem caça faca ou luva, mas a Valve não vai deixar isso virar uma máquina de escolher prêmio.

O sistema funciona de um jeito travado. Você até vê o conteúdo, só que fica preso naquele resultado: para “passar” para o próximo container e ver outro item, você precisa abrir o que já foi revelado. Se o item mostrado for ruim, você tem duas opções bem sem graça: pagar mesmo assim ou ficar com a prévia ocupada e sem poder espiar outras caixas.

Na prática, Counter-Strike 2 continua usando a mesma lógica de pressão das aberturas, só que com uma camada de transparência exigida por regras locais. Eu acho melhor do que rolar tudo no escuro, mas não muda o principal: se você quer um item específico, ainda sai mais seguro comprar direto no mercado do que depender de sorte.

Krafton

A KRAFTON comemorou os 9 anos de PUBG: BATTLEGROUNDS de um jeito diferente: com uma música oficial e um clipe em parceria com o grupo ALLDAY PROJECT. A faixa se chama “I DON’T BARGAIN” e pega direto na veia do jogo: sobrevivência, pressão até o fim e aquela teimosia de não ceder quando tudo dá errado.

A letra gira em torno dessa postura de “não negocio”, que combina com quem dropa quente, perde recurso, mas ainda insiste em buscar o topo. No clipe, os integrantes aparecem no campo de batalha enquanto a edição mistura performance e cenas de combate, subindo a energia até o final.

O fechamento é um fan service bem legal: o capacete nível 3, um símbolo clássico de PUBG: BATTLEGROUNDS, aparece cheio de mensagens de aniversário mandadas por jogadores do mundo todo. Eu curto quando o game faz algo fora do óbvio e ainda assim respeita a identidade da comunidade, sem parecer propaganda vazia.

Dois mapas novos e um recado: Call of Duty: Black Ops 7 quer tiroteio sem respirar
Call of Duty

A Temporada 2 Recarregada de Call of Duty: Black Ops 7 chega em 11 de março e já traz dois mapas que mudam o ritmo do multiplayer. Cliff Town e Torque são arenas táticas, cheias de ângulos, feitas para quem gosta de briga rápida e leitura de rotas.

Cliff Town coloca você numa vila de pescadores em Avalon, com becos apertados e pontos de estrangulamento bem claros. A igreja e o mercado viram locais fortes para segurar linha e controlar avanço, enquanto as ruínas e a fonte puxam combate explosivo de curta distância. O mapa tem a “alma” do Yemen de Black Ops 2, mas com movimento e armamento atuais de Call of Duty: Black Ops 7, então espere mais flancos e trocas ainda mais rápidas.

Torque vai para o caos: uma rodovia quebrada em Los Angeles, suspensa e torta, com verticalidade e rotas alternativas. Dá para disputar o miolo no Chasm ou arriscar caminhos pela Tower invertida e pela Helix. Eu curti a proposta, mas aqui quem tenta “inventar moda” sem mapear as linhas de visão primeiro vai morrer muito.

Valve

A Valve jogou um balde de água fria em quem esperava colocar as mãos em uma Steam Machine ainda no primeiro semestre. A empresa vinha dando a entender que o hardware e outros acessórios chegariam logo, mas o plano mudou e o lançamento foi empurrado.

Na prática, isso significa mais tempo de espera para ver o SteamOS rodando em máquinas prontas de fábrica, com suporte bem fechado e controle funcionando sem dor de cabeça. Também abre espaço para ajustes de compatibilidade, drivers e para a biblioteca de jogos no Linux, que ainda precisa de atenção para ficar realmente no nível do que a galera está acostumada no PC.

Para quem já tem um PC gamer, a notícia não quebra as pernas: dá para usar o Big Picture e seguir jogando no Windows sem perder nada. Mesmo assim, eu queria ver a Valve colocando pressão no mercado de “console de PC” mais cedo. Se a empresa acertar no preço e na simplicidade, o atraso pode ser um mal necessário. Se demorar demais, o interesse esfria e os parceiros podem pular fora.

Cena de The Legend of Khiimori
The Legend of Khiimori

Fã de jogo de cavalo já apanhou demais. Tem muito título bonito no trailer e frustrante no controle. The Legend of Khiimori me chamou atenção porque tenta fazer o básico bem feito: montar, explorar e criar vínculo com o cavalo sem virar um simulador travado e sem alma.

O problema é que, do jeito que está, ele ainda parece mais promissor do que pronto. Tem horas em que a experiência desanda por causa de bugs e falta de polimento. O tipo de coisa que mata a imersão na hora.

  • animações que quebram e deixam a movimentação esquisita
  • colisões e física que parecem inconsistentes
  • quedas de desempenho e travadinhas em áreas mais abertas
  • interface e feedback de comandos que precisam ser mais claros

Ainda assim, eu gostei da ideia e do clima. Se o estúdio focar pesado em estabilidade e correções, The Legend of Khiimori tem chance real de virar referência entre jogos de cavalo no PC, e não só mais uma decepção na lista.

Resident Evil 4
Resident Evil

Se você já sabe cada corredor de memória, pode esquecer: Resident Evil 4 Remake mexe no mapa e faz você andar com mais cautela. O jogo abre espaço para novas rotas, salas e trechos que não existiam do jeito que a gente lembrava. Isso vale tanto para a campanha do Leon S. Kennedy quanto para a da Ada Wong, o que ajuda a deixar as duas experiências com cara própria, e não só “mais do mesmo”.

O que mais senti na prática é o ritmo dos combates. Em Resident Evil 4 Remake, os encontros parecem mais agressivos e apertados, com inimigos te pressionando de vários ângulos e menos tempo para respirar. Até quando você acha que está seguro, aparece mais um grupo para te forçar a gastar munição, faca e cura.

Para mim, essa é a melhor mudança: o remake não depende só de nostalgia. Ele te pega pela surpresa e te obriga a jogar melhor, principalmente quando o caos estoura em espaços novos e mais fechados.

Luna
Amazon Luna

A atualização de março de 2026 do Amazon Luna já chegou para quem tem assinatura Prime, e a seleção desse mês está com cara de “chama os amigos e perde a noção do tempo”. O foco aqui é multiplayer e jogo leve de festa, do tipo que funciona bem tanto em coop quanto em sofá.

Pra mim, o destaque é Lara Croft and the Temple of Osiris, que continua sendo uma ótima pedida quando a galera quer ação rápida e coop para até quatro pessoas. E sim, Lara Croft and the Temple of Osiris é daqueles jogos que você abre “só pra uma fase” e quando vê já foi a noite inteira.

Também entram opções mais tranquilas e familiares, como The Game of LIFE 2, além de Overcooked!, Wobbly Life e House of Golf 2. Quem curte campanha e clima mais tenso ainda tem Mortal Shell e ClayFighter no pacote da nuvem.

Fora do streaming, março ainda traz resgates de PC em lojas diferentes, com nomes grandes como Total War: Rome II – Emperor Edition e Total War: Three Kingdoms em datas separadas ao longo do mês.

Cena de Streets of Fortuna
Desenvolvimento

Tanya X. Short, a mente por trás de Boyfriend Dungeon, passou pela fase mais pesada do isolamento fazendo o que a gente faz quando precisa escapar: jogando e criando. Em vez de travar projetos, ela usou o Tabletop Simulator como mesa de testes constante, juntando amigos, protótipos e ideias novas sem depender de estúdio ou encontro presencial.

Nessa rotina também apareceu TR-49, um experimento de narrativa e regras que ajudou ela a testar ritmo de cenas, tensão e escolhas do jogador. Dá pra sentir como isso conversa com Streets of Fortuna: um jogo que promete missões cheias de improviso, conversa afiada e aquele clima de “deu ruim, mas dá pra virar”.

Eu curto quando um dev assume que criação vem de tentativa e erro, e não de mágica. Se Streets of Fortuna entregar esse senso de liberdade com consequências reais, pode ser um daqueles indies que grudam por semanas. E, honestamente, depois de Boyfriend Dungeon, eu dou esse voto de confiança sem pensar duas vezes.

Echoes of Aincrad
Bandai Namco

A Bandai Namco anunciou Sword Art Online: Echoes of Aincrad, um novo RPG de ação que aposta forte na ideia mais legal da franquia: você não controla um herói pronto, você entra no jogo como um avatar criado por você. Isso muda bastante o clima, porque a história fica mais “sua”, com decisões e evolução do personagem fazendo mais sentido dentro desse mundo de risco constante.

Em Sword Art Online: Echoes of Aincrad, a exploração promete variar bem, com cidades, áreas abertas e masmorras cheias de segredos. O combate é em tempo real e bem rápido, com foco em montar build do seu jeito: armas, equipamentos, atributos e habilidades especiais. Outro ponto importante é o parceiro NPC, que também pode ser ajustado e fica mais forte conforme o vínculo cresce, liberando novas habilidades.

O jogo chega em 10 de julho no PC (Steam). Se o sistema de personalização for realmente profundo, pode ser o SAO mais divertido em anos.

Cena de Control Ultimate Edition
Control

Women’s History Month é uma boa desculpa pra sair do “mesmo de sempre” e jogar histórias guiadas por mulheres. Minha dica principal no PC é Control Ultimate Edition: tiroteio gostoso, poderes absurdos e uma protagonista que segura a narrativa sem precisar de drama barato. E sim, Control Ultimate Edition fica ainda melhor de fone, pela vibe estranha do prédio.

Se você quer variar, aqui vão mais cinco que valem o tempo:

  • Horizon Zero Dawn Complete Edition: mundo aberto bonito e combate com máquinas que vicia.
  • Hellblade: Senua’s Sacrifice: curto, pesado e imersivo, do tipo que você termina em silêncio.
  • Life is Strange: True Colors: escolhas simples, mas personagens que grudam.
  • Celeste: plataforma difícil na medida, com mensagem honesta.
  • A Plague Tale: Innocence: tensão constante e uma dupla que funciona.

O melhor é que nenhum deles depende só da “representação”: são jogos bons de verdade, com gameplay e história que se sustentam. Se eu tivesse que escolher um pra começar hoje, seria Control Ultimate Edition.

Roblox vai exigir verificação de idade no Brasil — chat só com aprovação dos pais

A próxima onda de “age assurance” está chegando nos games, e não é só aquele aviso de “tenho mais de 18”. A ideia é provar a idade de verdade, com checagem de documento, cartão, operadoras ou até estimativa por selfie. Isso tende a virar padrão em lojas, chats, servidores e jogos com conteúdo mais pesado.

Para quem joga no PC, o impacto pode ser bem chato: mais etapas para criar conta, liberar chat por voz, acessar mods e até entrar em comunidades. Em jogo free-to-play, onde você troca de conta fácil, pode acabar a festa. Ao mesmo tempo, dá para entender o motivo: menos criança em ambiente tóxico e menos adulto empurrando conteúdo errado para menor.

O problema é o custo e a privacidade. Eu não curto a ideia de ter que “me identificar” para jogar algo offline ou para acessar um menu. Se isso for mal implementado, vira só barreira e vazamento esperando acontecer.