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Cena de Slay the Spire 2
Mega Crit

Quem joga

Slay the Spire

sente que tudo “encaixa”: cartas, relíquias, inimigos e rotas. O curioso é que esse acerto não veio de empilhar ideias, e sim de eliminar um monte delas. A equipe da Mega Crit contou que o desenvolvimento passou por muita poda: mecânicas inteiras, cartas e sistemas foram testados e descartados quando atrapalhavam o ritmo ou deixavam a leitura confusa.

Isso explica por que

Slay the Spire

é tão fácil de entender e tão difícil de dominar. Quando o jogo remove o que é barulhento, sobra espaço para decisões limpas: comprar essa carta agora? Guardar ouro? Arriscar um elite? Cada escolha pesa.

Eu curto essa filosofia. Em deckbuilder roguelike, excesso vira bagunça rápido. Cortar conteúdo dá trabalho e dó, mas é o tipo de decisão que separa um projeto “cheio” de um jogo realmente viciante. No fim, o melhor design quase sempre parece simples — e quase nunca é.

demissao
Opinião

Ver notícia bizarra sobre estúdio tomando decisão ruim até poderia virar meme, se não tivesse um detalhe pesado por trás: tem cada vez mais desenvolvedor perdendo o emprego. E isso não é só “problema de empresa”. Isso bate direto no que a gente joga.

Quando uma equipe é cortada no meio do caminho, o jogo não some, mas muda. Conteúdo é cancelado, atualizações atrasam, bugs ficam mais tempo soltos e ideias boas morrem na planilha. Também rola um efeito dominó: gente experiente sai do mercado, projetos novos ficam mais tímidos e o risco vira inimigo. No fim, sobra mais remake seguro, mais live service apressado e menos jogo diferente.

Como gamer, eu sinto que essa conta já está chegando faz tempo. A gente vê lançamento cru, promessa grande e entrega pequena. E não adianta fingir que é “normal”: sem gente bem tratada e com tempo, não existe jogo bom de verdade.

Gamescom Latam Business
América Latina

A gamescom latam já era grande, mas em 2026 ela vai jogar pesado no lado business. Serão cinco dias focados em negócios, de 29/04 a 03/05, com 90 horas de conteúdo B2B. O evento abre dois palcos só para isso: gamescom latam connect 1 e connect 2, com painéis e mesas-redondas sobre desenvolvimento, publicação, investimento e distribuição.

Na lista de empresas confirmadas aparecem nomes que qualquer gamer reconhece: Atari, Blizzard Entertainment, Riot Games, Sony Interactive Entertainment, Microsoft, Xbox Game Studios, Krafton, Gearbox Software, Crystal Dynamics, Raw Fury e Kepler Interactive. Na prática, isso aproxima estúdios e profissionais daqui dos centros que realmente fecham contrato e bancam projeto. A edição anterior já falava em US$ 150 milhões em acordos na mesa.

Os ingressos B2B entram na reta final do Early Bird até 9 de março, com opções online, presencial (com Preview Day em 29/04) e VIP. Curti também o Start Pro: quem vai no público geral em 30/04 ou 01/05 pode fazer upgrade e ver o conteúdo executivo. Para mim, é o tipo de ponte que o mercado local precisava.

Cena de Call of Duty: Black Ops 7
Black Ops Royale

A Temporada 2 Recarregada chega em 11 de março e, sinceramente, é uma daquelas atualizações que dá vontade de chamar a squad e testar tudo na hora. O grande chamariz é o Black Ops Royale, um Battle Royale gratuito em Avalon com pegada clássica de Blackout: cair “pelado”, lootear rápido e brigar até sobrar um time. Em Call of Duty: Black Ops 7, isso tem cara de modo que vai roubar tempo do multiplayer por um bom tempo.

No Warzone e no novo modo, rolam mudanças de Vantagens (Momentum, Berserker e Hunter) e o evento Fim da Jornada puxa você para Zonas de Pesadelo, com Ruptura de Falha, ondas de inimigos e briga contra o Glitch Boss. Se você curte montar arma forte, o Exotic Fabricator é o tipo de recurso que vicia.

  • Multiplayer: Torque e Cliff Town (o antigo Yemen), além de Mission: Peak no 20v20; Grind e Firing Range retornam.
  • Modos: Provação e Infectado.
  • Zumbis: mapa com loop temporal, Cão Radioativo e a volta da Blundergat.

Se Call of Duty: Black Ops 7 mantiver o ritmo, essa meia temporada tem tudo para ser a mais divertida até agora.

Cena de Docked
Docked

Docked já está disponível e é aquele tipo de simulador que não deixa você “assistindo” o trabalho: você vira o responsável por fazer o porto funcionar de verdade. No papel de gerente de operações em Port Wake, a graça está em manter tudo andando sem criar gargalos, aceitando contratos, organizando cadeias logísticas e entregando carga com prazo apertado.

O jogo saiu para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (Steam e Epic Games Store). E sim, tem trailer de lançamento e também o vídeo “Life on the Docks” com “Livin’ on a Prayer”, do Bon Jovi, que combina bem com a pressão do dia a dia nas docas.

Em Docked, você opera maquinário pesado como guindastes e tratores, lidando com peso, posicionamento e cargas delicadas. E quando o equipamento começa a sofrer, conserto vira parte do turno. A edição Padrão custa R$99,90. A Deluxe (R$149,90) vem com o Trator de Terminal Premium desbloqueado e a expansão New Horizons, com duas DLCs futuras. Eu curti o foco em eficiência: errar aqui custa caro e dá vontade de tentar “só mais um contrato”.

Pré-venda de Diablo IV: Lord of Hatred dá Paladino imediato — e decorações exclusivas para World of Warcraft
Blizzard Entertainment

A Blizzard abriu o jogo sobre o que vem aí em Diablo IV, e a sensação é de que Santuário vai ficar bem mais caótico nas próximas semanas. O grande assunto é o Bruxo, uma nova classe sombria que puxa demônios do Inferno e usa essas criaturas como parte do kit. A ideia de montar sua build escolhendo Estilhaços de Alma e Fragmentos, cada um ligado a um demônio diferente, promete variar muito o jeito de jogar. Eu curti porque parece uma classe com personalidade, não só mais um mago com skin.

Também rola um teste grátis do Paladino entre 11 e 18 de março, com acesso ao jogo-base e progressão até o nível 25. Boa chance de sentir o peso da classe antes de gastar qualquer coisa.

No mesmo dia começa a Temporada do Massacre, com a possibilidade de virar o Açougueiro, novas atividades e um sistema de Sequência de Abates para acelerar XP. E ainda tem cosméticos de DOOM: The Dark Ages.

Fechando, Diablo IV: Lord of Hatred chega em 28 de abril com mais monstros, incluindo aberrações marinhas e velhos conhecidos retornando.

Beisebol

Konami abriu a porta do beisebol competitivo no PC e consoles. eBaseball: PRO SPIRIT já está disponível de graça no PlayStation 5 e no Steam, trazendo a pegada clássica de Professional Baseball Spirits para uma fase mais global. A ideia é simples: entrar em partidas online e encarar gente do mundo todo, com arremesso, rebatida e defesa valendo cada detalhe.

O jogo usa o eBaseball Engine para dar aquela sensação de estádio cheio, com som de bastão e torcida bem presentes. No Steam, o suporte completo a teclado e mouse é a melhor notícia: dá para mirar melhor no montinho e reagir rápido nas jogadas no campo, sem depender de controle.

Se você curte esportes e quer algo competitivo sem pagar entrada, eBaseball: PRO SPIRIT é uma ótima pedida. Eu só espero que a progressão e os modos online mantenham o jogo justo e não virem uma corrida de carteira.

World of Warcraft: Montar casas virou maratona — o grind de madeira que está consumindo seu tempo
World of Warcraft

A nova expansão de
World of Warcraft, Midnight, já está no ar e a sensação é de largada oficial: conteúdo novo, mecânicas diferentes e mudanças grandes o bastante para você precisar reaprender alguns hábitos. A ideia é simples: entrar, testar as novidades, sentir o ritmo e formar a primeira impressão desse que é o 12º capítulo das nossas aventuras por Azeroth.

O problema é que nem sempre o plano encaixa na vida real. Mesmo com tudo organizado para mergulhar de cabeça, dá para acabar jogando bem menos do que queria. E isso mexe com a forma como a gente enxerga a expansão no começo: às vezes você só pega um gostinho do que ela oferece, sem tempo para explorar os detalhes que fazem a diferença.

Eu gosto quando
World of Warcraft mexe no jogo de verdade, mas Midnight parece o tipo de expansão que pede tempo e calma para “clicar”. Se você ainda não conseguiu jogar direito, está longe de ser o único.

Cena de The Legend of Khiimori
Legend of Khiimori

Legend of Khiimori chegou em Early Access mirando quem curte simulador de cavalo com pegada mais “vida no estábulo” do que corrida arcade. A base é boa: você cuida do cavalo, melhora vínculo, explora áreas abertas, faz atividades de treinamento e vai montando sua rotina. Tem aquela sensação gostosa de progresso lento, que combina com o tema.

O problema é que, no estado atual, dá pra sentir que o jogo ainda está se acertando. Conteúdo pode acabar rápido dependendo do seu ritmo, e algumas mecânicas parecem inacabadas, com interface meio confusa e desempenho que varia bastante. Também rola aquele pacote clássico de Early Access: bugs, animações estranhas e sistemas que ainda não conversam bem entre si.

Minha leitura: se você gosta de testar jogos em construção e curte relaxar cuidando do cavalo, Legend of Khiimori já diverte. Se você quer um simulador polido, com muita coisa pra fazer e zero dor de cabeça, vale esperar mais atualizações.

Cena de Diablo IV
Diablo

A nova Season of Slaughter está cutucando forte a nostalgia e, na prática, mexe direto no ritmo do endgame. O destaque é a volta de um sistema de killstreaks no estilo Diablo 3: quanto mais inimigos você derruba sem perder o embalo, mais o jogo te recompensa e mais você se sente no “fluxo” da matança.

Em Diablo IV isso combina muito com builds rápidas, farm em grupo e aquelas rotas de dungeon que você já faz no piloto automático. A ideia é simples: parar significa perder valor. Continuar significa acelerar ainda mais. Eu curto esse tipo de incentivo porque transforma um corredor comum em uma corrida por eficiência, e dá aquele gás extra quando o loot resolve ser mão-fechada.

Se a temporada acertar o equilíbrio, Diablo IV ganha um loop bem mais viciante. Se exagerar, pode virar obrigação de jogar no limite o tempo todo. Eu quero testar, mas já aviso: isso tem cara de “só mais uma dungeon” até ficar tarde.

Capcom

A Capcom já colocou na rua um shooter sci-fi bem diferente do padrão. Em Exoprimal, a ideia é simples de entender e difícil de dominar: dois times correm contra o tempo em objetivos PvE, enquanto a partida pode virar PvP do nada. É aquele tipo de jogo que parece bagunçado nos primeiros minutos, mas começa a fazer sentido quando você entende os papéis dos exotrajes e como o time precisa rodar junto.

O ponto é que Exoprimal exige entrega. Se você entra esperando campanha longa e narrativa guiando tudo, vai estranhar. Aqui, a graça está na repetição bem temperada: mudar de classe, reagir ao que o jogo joga na arena e aprender a jogar pelo objetivo, não só por abates.

Eu curti a ousadia da Capcom, mas o jogo só brilha com matchmaking rápido e comunidade ativa. Sem isso, a fórmula perde força.