NetHack continua recebendo novidades como se o tempo não tivesse efeito nenhum sobre ele. Mesmo com décadas nas costas, o roguelike segue firme, cruel e brilhando como um dos jogos mais influentes do gênero.
O grande destaque agora é o NetHack 3D, um client moderno que deixa a experiência no PC muito mais acessível. A interface ganhou menus contextuais, suporte ao mouse e uma navegação bem mais amigável para quem sempre achou os comandos do jogo um paredão.
- Se quiser, dá para jogar em modo ASCII e sentir o clima raiz.
- Também rolam tilesets da comunidade para quem prefere uma leitura visual mais limpa.
- Há ainda um modo em primeira pessoa, mais curioso do que prático, mas que mostra como NetHack ainda consegue se reinventar.
No fim das contas, o recado é simples: NetHack continua sendo um monstro dos roguelikes. Profundo, caótico e cheio de interações malucas, ele agora tem uma porta de entrada muito mais amigável para quem quer encarar a dungeon sem sofrimento desnecessário. Bora conferir?
A caça ao level da vaca secreta de Diablo 4 ganhou mais uma pista no fim de semana, reacendendo a comunidade que vasculha o game desde o lançamento. Ainda não apareceu a tão sonhada sala das vacas, mas a expansão Lord of Hatred adicionou objetivos obscuros que deixaram a galera no modo detetive.
Para avançar, os jogadores precisam explorar as novas ilhas de Skovos em busca de itens únicos e seguir uma sequência nada óbvia, como localizar um tomo criptografado em uma sala sem marcação. Quando a etapa é concluída, cai um item novo que, até agora, não tem uso confirmado — mas já está sendo dissecado pela comunidade que toca a investigação no modo turbo.
O guia completo exige rodar o mapa inteiro atrás de drops específicos. Em uma das partes, é preciso perseguir um corvo que some e reaparece até largar um crânio; depois, esse crânio deve ser queimado em um braseiro. O jogo não dá feedback claro, então a sensação é de completar tudo no puro feeling e na fé da comunidade.
As novas tarefas são mais elaboradas do que os enigmas vistos no lançamento. Tem caça a inimigos amaldiçoados para montar um set de armadura, mecânica de pesca que leva a um caixão escondido e até um sistema de crafting que mistura relíquias antigas com itens recém-descobertos.
No estágio atual, a cadeia conhecida leva a uma ilha bovina com estátuas humanoides de vaca, mensagens estranhas e uma masmorra de porão isolada. Ainda não existe consenso sobre o próximo passo, mas há sinais de que a busca continua: um popup com portais, um balde de leite interativo, um peixe mítico com referência nostálgica e até uma transmog de capacete do Rei Vaca que ninguém desbloqueou ainda.
Mesmo com datamining pesado, a comunidade ainda não cravou que o mistério acabou. A sensação geral é de que Diablo 4 ainda pode esconder mais uma etapa — ou até a tão esperada revelação do lendário level secreto.
A Die Hard Dice abriu a pré-venda de uma nova linha de d20s colecionáveis inspirados em Esoteric Ebb, e o resultado ficou com aquela vibe estranha, estilosa e perfeita para fã de RPG tático. São três dados padrão, cada um baseado em um dos personagens centrais do jogo: Snell, Meek e Ettir.
- Snell vem em um visual translúcido verde e azul, com símbolo próprio no lugar do 20 crítico;
- Meek aparece em roxo e branco, reforçando o clima bizarro do mimic wearable;
- Ettir fecha o trio com um d20 marrom-escuro e brilho dourado, com cara de item raro de coleção.
Mas o destaque mesmo fica para o d20 gigante do The Cleric, o “pior clérigo do mundo”, transformado em uma peça de metal com acabamento azul e branco. É aquele tipo de item que chama atenção até de quem nem costuma curtir dado de mesa.
Os kits já estão disponíveis para pré-venda, com envio previsto para junho. As versões padrão ainda trazem a opção de bolsa roxa ou laranja, então dá para escolher o estilo que combina mais com seu inventário de merch. Se você é fã de Esoteric Ebb, essa é uma adição de respeito para a coleção — puro loot de estante.
Survive the Apocalypse é aquele survival crafting sem tempo para vacilo: a noite cai, os zumbis apertam e cada recurso conta. Para aliviar o grind, aqui vão os códigos ativos do jogo e o passo a passo para resgatar suas recompensas rapidinho.
- Códigos ativos: bloodharvest, birthday
- Códigos expirados: release, survivor, onemillion, quest, military, tenmillion, lazyslygems, militarytwo, twomonths
Como resgatar no Survive the Apocalypse:
- Entre no jogo e vá para o lobby
- Toque no ícone de Emeralds no canto inferior esquerdo ou fale com o NPC de compra de Emeralds
- Abra a aba Codes
- Digite um código ativo e confirme em Claim
O resgate fica liberado assim que você entra no lobby, então não precisa cumprir missão extra nem correr atrás de meta de grupo. Se quiser farmar um bônus a mais, vale interagir com o painel de eventos do lobby e ficar de olho nas notificações de atualização.
Em World of Warcraft, a Blizzard fez uma limpa nos itens de decor com efeito de luz que podiam ser posicionados do lado de fora da moradia. A intenção foi segurar o peso do carregamento em vizinhanças inteiras, já que muitas fontes luminosas juntas estavam derrubando o desempenho de vários clientes.
Se você já tinha esses objetos no quintal, eles continuam lá, mas agora não dá mais para reposicionar, girar, redimensionar ou recolocar depois de guardar. A mudança também trouxe alguns efeitos colaterais no patch 12.0.5, como pisos voltando ao visual padrão e a perda da opção de afundar paredes no chão, mas essas falhas já foram corrigidas em hotfix.
A boa notícia é que a iluminação externa não foi descartada. A ideia da Blizzard é reativar esse recurso com regras de proximidade, evitando que duas fontes de luz fiquem coladas demais. Dentro da casa, a regra segue liberada: no interior, as luzes continuam podendo ser empilhadas sem esse bloqueio.
No PTR do patch 12.0.7, já deu para ver o rumo da mudança. Os assets externos agora tendem a carregar por proximidade, aparecendo aos poucos em vez de “pipocar” tudo de uma vez. Além disso, os objetos com luz ganharam uma espécie de bubble de colisão, limitando as combinações exageradas no jardim, mas ainda deixando espaço para luminárias, velas e outros enfeites mais na moral.
Por enquanto, o teste está bem rígido e permite poucas peças luminosas por lote. Se você joga World of Warcraft e curte montar casa, vale testar o PTR, brincar com combinações diferentes e mandar feedback nos fóruns oficiais, porque essa configuração ainda pode mudar bastante até a versão final.
ZQuest Classic começou como uma homenagem fanmade a The Legend of Zelda no PC e acabou virando um verdadeiro berço de projetos da comunidade. O que era para ser só um port sem frescura hoje funciona como um motor aberto para criar aventuras no clima clássico da série.
O grande diferencial do ZQuest Classic é o editor de quests, pensado para deixar a criação o mais plug-and-play possível. Em vez de exigir uma parede de código, a ferramenta permite montar mapas, dungeons, inimigos e sistemas com uma curva de entrada bem amigável. Se quiser ir além, ainda dá para destravar possibilidades extras com scripts e empurrar o engine para fora da caixa.
- Criação rápida de games 2D no estilo Zelda
- Ferramentas acessíveis para quem está começando a fazer jogo
- Comunidade ativa compartilhando quests e ideias
- Projetos que vão de remakes fiéis a aventuras totalmente autorais
A cena em torno do ZQuest Classic segue pulsando em fóruns e bancos de quests feitos por fãs, com projetos que variam de homenagens retrô a experiências mais ousadas. Tem desde aventuras com cara de NES até trabalhos maiores que parecem releases perdidos de uma era em que a Nintendo ainda mandava no 8-bit e 16-bit.
Na próxima grande atualização, a meta é turbinar ainda mais a plataforma com áreas maiores e conectadas, ferramentas novas de depuração e uma leva de correções para deixar tudo mais redondo. No fim das contas, o ZQuest Classic continua sendo aquele tipo de ferramenta que alimenta a criatividade da galera e mantém viva a chama dos fãs de Zelda no PC.
Dead as Disco chega chutando a porta com uma proposta que parece feita sob medida para quem ama pancadaria estilizada e trilha sonora no talo. Esse beat ‘em up rítmico para PC mistura combate no tempo da música, visual neon de cair o queixo e uma energia que lembra aqueles games que você joga sorrindo do início ao fim.
Na história, você acompanha Charlie Disco, que desperta 10 anos depois de um acidente misterioso e descobre que a antiga banda foi despedaçada. A missão é reconstruir essa bagunça, bater de frente com ondas de inimigos e encarar chefes que transformam cada luta em um espetáculo visual.
O combate é o coração da parada: atacar e aparar no compasso aumenta a pontuação e deixa tudo mais fluido, naquele famoso flow state em que cada golpe encaixa como se fosse coreografia. Além do kit base, Charlie ainda pode pegar poderes dos antigos colegas de banda, o que abre espaço para combos mais absurdos e golpes especiais bem apelões.
Entre os pontos que mais chamam atenção estão:
- chefes com arenas que mudam de forma durante a luta;
- cenários cheios de cor, glitch e estética de história em quadrinhos;
- trilha sonora original feita para casar com cada combate;
- modo infinito para quem curte grindar e buscar nota máxima;
- ferramentas para montar desafios usando sua própria música.
Mesmo ainda tendo alguns ajustes de câmera e animação pela frente, Dead as Disco já mostra um pacote muito promissor para quem curte ação rítmica com personalidade. O jogo entra em acesso antecipado em 5 de maio de 2026.
Em Ghost Recon Wildlands, a campanha principal quase se perde no meio do caos. O que começa como uma missão simples — cortar caminho até um alvo, capturar um informante ou invadir um esconderijo — pode virar uma sequência maluca de improvisos, acidentes e tiroteios. E é justamente aí que o jogo mais funciona: quando o plano vai por água abaixo e você precisa se virar com drone, binóculos, sincronização de disparos e uma boa dose de criatividade.
As primeiras missões já entregam o pacote completo. Você infiltra, resgata, hackeia, rouba veículo e faz fuga de helicóptero, tudo com o apoio do esquadrão controlado pela IA. A estrutura em mundo aberto deixa você decidir a ordem dos alvos, mas a variedade de objetivos não impressiona tanto. A furtividade existe, porém é mais rasa do que deveria, e o loop de limpar bases, marcar inimigos e repetir acaba ficando familiar rápido demais.
Mesmo assim, Ghost Recon Wildlands acerta em cheio em alguns pilares. Extrair intel de tenentes espalhados pelo mapa libera missões secundárias, caixas de armas e pontos de habilidade, o que dá um ritmo de progressão bem mais natural e sem aquela pressão chata de “perder conteúdo”. Como o loadout já é generoso desde o início, o jogo te joga na ação sem te entupir de tutorial ou árvore de habilidades gigante.
O mundo aberto boliviano também merece destaque: o cenário é bonito, o clima muda bem e a ambientação convida a explorar. Por outro lado, o tom oscila entre caricatura militarizada e um patriotismo meio forçado, deixando a narrativa com uma pegada estranha. No fim, Ghost Recon Wildlands não tenta ser uma simulação tática ultra-realista — ele vive do improviso, da bagunça emergente e das histórias malucas que nascem quando tudo dá errado.
- Caos sistêmico que rende momentos memoráveis
- Ferramentas táticas boas para improvisar na marra
- Progressão direta, sem excesso de enrolação
- Mundo aberto convidativo, mas com missões repetitivas
Diablo 4 chegou ao mercado como um ARPG estranho: metade hack and slash, metade MMO, com um mundo aberto enorme, mas com aquela sensação de vazio. O endgame também demorou para engrenar.
Desde então, a Blizzard foi mexendo em tudo o tempo todo. Entraram chefes de endgame, atividades como The Pit e mudanças grandes em Whispers, Helltides e Nightmare Dungeons. Também teve rework em gear, poder, aspectos e afixos praticamente sem parar.
O que mais me pegou em Lord of Hatred foi perceber que, pela primeira vez, Diablo 4 parece ter encaixado todas as peças. O novo sistema de habilidades abre muito mais margem para montar build: cada skill ganha passivas que podem mudar seu comportamento por completo, inclusive o tipo de dano. Na prática, o jogo deixa de depender tanto de dropar a peça certa e passa a valorizar mais o planejamento na árvore de habilidades.
Para um Necromante, isso é ouro. Dá para transformar Blight em skill de Gelo ou Sangue, converter Blood Surge e Corpse Explosion em Bone, ou até fazer Bone Spirit virar Shadow. Some isso ao sistema de Tempering, que adiciona afixos e reforça o min-maxing, e o sistema de build fica muito mais gostoso de mexer.
Lord of Hatred ainda traz:
- as novas classes Warlock e Paladin;
- o Horadric Cube, que abre mais possibilidades de crafting e transmutação;
- um arco narrativo que fecha a história atual de Sanctuary.
Depois de anos de ajustes e retrabalhos, Diablo 4 finalmente parece estar no ponto. Se você largou o game porque ele nunca “clicou”, talvez valha dar uma última chance.
Depois de levar muita pedrada da comunidade, a Blizzard finalmente abriu a porteira e liberou o cliente clássico de Warcraft III para quem já tem o jogo no PC. Agora dá para baixar a versão Legacy TFT 1.29 direto pelo launcher da empresa e matar a saudade do RTS raiz.
A grande sacada é que esse client foi pensado para jogar offline e em LAN, então ele cai como uma luva para quem quer reviver as partidas antigas com a galera, sem depender do pacote novo. Isso também ajuda a contornar aquela dor de cabeça que pegou parte da comunidade depois de Warcraft III: Reforged, principalmente em relação a mapas customizados e à experiência clássica.
- No menu de versão do jogo, selecione Warcraft III – Legacy TFT 1.29;
- Se as cutscenes não abrirem, renomeie a pasta en-USMovies para Movies;
- Se precisar, faça o mesmo com a pasta Maps.
Importante: essa versão não traz multiplayer online. Mesmo assim, para quem curte uma sessão old school de Warcraft III, é uma baita vitória e um respiro bem-vindo para a comunidade do game.
Far Far West apareceu para contrariar a maré dos multiplayer novos. O shooter cooperativo em acesso antecipado da Evil Raptor mistura a pegada de Left 4 Dead e Vermintide, traz campanha solo para completar o pacote e, na prática, virou uma das surpresas mais quentes da Steam na semana de estreia.
Mesmo sem cara de mega hit no papel, o jogo caiu no gosto da galera e reforçou uma tendência cada vez mais clara: hoje, sucesso indie não segue mais a velha fórmula de orçamento alto e campanha pesada de marketing. O que bomba pode surgir do nada e virar assunto em tempo recorde.
Do outro lado da moeda está Last Flag, um shooter em terceira pessoa com elementos de MOBA que não conseguiu puxar público suficiente para sustentar continuidade pesada no desenvolvimento. A equipe já avisou que vai focar nos patches prometidos e, depois disso, mirar em rejogabilidade, suporte à comunidade e modos feitos pelos próprios jogadores.
A ideia é manter o jogo vivo com lobbies persistentes e regras malucas inspiradas em clássicos do multiplayer, numa vibe que mistura nostalgia e caos organizado.
- Far Far West: coop, tiroteio e faroeste com energia de friendslop
- Last Flag: um caso de jogo divertido que ainda não encontrou tração suficiente
- Steam: um mercado cada vez mais imprevisível e menos preso às fórmulas antigas
No fim, a mensagem é simples: um indie bem encaixado pode explodir do nada, enquanto projetos mais ambiciosos precisam suar muito mais para conquistar a atenção do público.