Surpresa: fundador compra a GOG e promete salvar seus jogos clássicos
A GOG foi comprada em dezembro de volta pelo seu cofundador, em um negócio relativamente modesto — cerca de R$125 milhões. Apesar do valor pequeno perto de aquisições bilionárias, a mudança importa porque o novo dono promete manter a loja fiel ao seu propósito: preservar jogos, manter tudo sem DRM e garantir que os jogadores realmente possuam suas cópias. Em entrevista, o comprador disse ter ligação pessoal com a marca e que não queria que ela fosse engolida por uma empresa qualquer.
A motivação da venda também é prática. A loja era parte de um estúdio muito maior, que lucrou muito mais que a GOG. Em 2022 a GOG registrou lucro líquido de cerca de R$6 milhões, enquanto a dona maior reportou lucros na casa dos aproximadamente R$600 milhões pouco depois. Com essas diferenças, fazer a GOG crescer dentro do mesmo grupo ficou difícil.
Livre dessa estrutura, a GOG pode apostar em ideias mais arriscadas. Entre as possibilidades estão ampliar atividades de publicação e investir ainda mais na preservação técnica de clássicos, com reedições ou remasters, além de oferecer edições definitivas que prometem funcionar por muitos anos. A equipe quer ser mais ágil e usar o histórico da marca para negociar com detentores de direitos.
Não é promessa de derrotar gigantes como a Steam, mas sim de oferecer algo diferente: propriedade real dos jogos e atenção a clássicos que correm o risco de desaparecer. Se isso atrair jogadores, a GOG pode seguir firme nos próximos anos.