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#Vampire: The Masquerade—Bloodlines 2

Cena de Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2
Vampire: The Masquerade—Bloodlines 2

A saga de Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 terminou em decepção. Depois de anos de desenvolvimento, troca de estúdios e polêmicas perto do lançamento, o jogo chegou com notas médias e vendas abaixo do esperado. A Paradox anunciou uma baixa contábil relacionada ao projeto, convertida em aproximadamente R$ 200 milhões, porque parte dos custos de desenvolvimento não deverão gerar o lucro previsto.

O CEO da Paradox disse em comunicado que a responsabilidade é totalmente da editora e que o título está fora do foco estratégico da empresa, o que dificultou a projeção de vendas. O ajuste foi feito cerca de um mês após o lançamento, quando a Paradox revisou suas projeções de vendas. Apesar do resultado financeiro, a empresa afirmou que seguirá com as atualizações e as expansões prometidas para o ano seguinte. A Paradox também disse que vai avaliar como explorar melhor a marca World of Darkness.

Bloodlines tem um histórico difícil: o jogo original também foi lançado em más condições e causou problemas para estúdios envolvidos. Além disso, a Paradox tem enfrentado desentendimentos com estúdios parceiros após lançamentos problemáticos, o que mostra como sair do core pode trazer riscos reais. O futuro da franquia e a gestão de parcerias ficam em xeque depois desse episódio.

E você: acha que Bloodlines merece outra chance nas mãos de outro estúdio, ou a Paradox deve ficar longe desse tipo de projeto?

Cena de Vampire: The Masquerade—Bloodlines 2
Vampire: The Masquerade—Bloodlines 2

Vampire: The Masquerade—Bloodlines 2 saiu depois de um desenvolvimento longo e conturbado. O projeto foi retirado da Hardsuit Labs e entregue à The Chinese Room pela Paradox Interactive. As críticas foram variadas, de elogios tímidos a críticas duras. Quase todo mundo concordou que o jogo da The Chinese Room não era um sucessor fiel de Bloodlines, por faltar a profundidade de roleplay do original da Troika.

Em entrevista, o cofundador da The Chinese Room, Dan Pinchbeck, disse que pediu à Paradox Interactive para não chamar o jogo de Bloodlines 2. O estúdio queria criar sua própria versão em vez de apenas terminar o trabalho de outra equipe. Eles planejaram usar o que fosse aproveitável, mas não assumir a identidade de um jogo já em produção. Pinchbeck afirmou que não havia tempo nem dinheiro para recriar a ambição e os sistemas do Bloodlines original. Em vez disso propuseram um jogo mais focado, quase um ‘vampire Dishonored’, que respeitasse a mitologia e funcionasse dentro das limitações.

No fim, o desenvolvimento sofreu conflitos e Pinchbeck deixou a The Chinese Room em 2023 por esgotamento e por mudanças na direção do estúdio. Bloodlines 1 foi muito ambicioso e cheio de falhas na época, e só depois virou cult. A escolha por um título mais contido evitou riscos, mas dividiu fãs. E você: prefere um Bloodlines fiel ao original ou aceita uma abordagem nova e mais segura?