#The Elder Scrolls Online
MMOs têm um problema claro: precisam servir jogadores casuais e veteranos ao mesmo tempo. Se o mundo aberto for muito fácil, fica chato; se for muito difícil, afasta quem está chegando. Em entrevista, o diretor de jogo Nick Giacomini comentou que The Elder Scrolls Online vem lidando com esse dilema e vai tentar resolver parte dele com novas opções de dificuldade para o overworld no final da temporada 0.
A ideia é oferecer ajustes opt-in que aumentam o desafio e também as recompensas para quem quiser encarar. A equipe está começando de forma modesta: primeiro um conjunto pequeno de ajustes e, conforme os jogadores experimentarem, eles vão adicionar mais opções. Giacomini falou que oferecer escolha é importante, mas dá trabalho, então preferem lançar uma base e evoluir com o tempo.
Isso não quer dizer que tudo será lançado aos poucos, mas que mudanças grandes vão ser bem pensadas para não errar o alvo. A produtora executiva Susan Kath e a equipe da ZeniMax querem ouvir o feedback dos jogadores para transformar essas opções em um sistema mais robusto. No fim, a meta é tornar o mundo aberto mais interessante para quem busca desafio, sem prejudicar quem prefere jogar de forma mais tranquila.
The Elder Scrolls Online está mudando a forma como recebe atualizações. Os desenvolvedores abandonaram o ciclo anual de “capítulos” e passam a trabalhar por temporadas. A ideia é ter mais liberdade para corrigir problemas e melhorar a jogabilidade sem esperar 18 meses por cada grande lançamento.
Em entrevista, a produtora executiva e o diretor falaram que montaram uma equipe dedicada para ouvir a comunidade e resolver reclamações antigas. Atualização 49 já começa a tratar várias queixas de longa data, como o tempo para treinar montarias. Em vez de esperar tudo perfeito, o estúdio vai liberar mudanças em partes e continuar trabalhando nas falhas.
Uma das mudanças práticas mais aguardadas é o sistema de reatribuição de pontos (respec), que permitirá refazer a build com um clique e sem custo em moeda do jogo. Isso facilita testar novas builds, especialmente com o sistema de subclasses que buscou aumentar a variedade. A nova mentalidade também tira a rigidez do planejamento, dando permissão para testar e ajustar sem seguir um roteiro fixo.
Os responsáveis evitam prometer tudo de uma vez, mas se mostram otimistas. A meta é tornar o jogo mais sólido para durar muitos anos, corrigindo experiências fundamentais e ouvindo os jogadores. Se tudo correr bem, ESO pode reencontrar o ritmo e oferecer mais liberdade para quem joga.
The Elder Scrolls Online vai mudar o formato de atualizações: o jogo adota temporadas. Cada season terá três meses e a mudança começa com a Season Zero em 2 de abril, com um ajuste de qualidade de vida já em março. A ideia é dar mais tempo para a equipe trabalhar e envolver a comunidade desde cedo. O objetivo é tirar o jogo do ritmo previsível e deixar a experiência mais empolgante.
Cada season pode trazer novas zonas PvP ou PvE, histórias, recursos e recompensas. O sistema de progressão chega como um battlepass chamado Tamriel Tomes, com versão gratuita e acesso permanente a tomes antigos. Também vem o Gold Coast Bazaar, uma feira de cosméticos que usa uma moeda obtida no jogo; parte dessa moeda poderá ser conquistada no battlepass gratuito. A primeira season terá o Night Market, uma zona PvE de três facções aberta por sete semanas, com retorno planejado em futuras atualizações.
Além disso, o estúdio promete melhorias pedidas pela comunidade: respecs grátis, desbloqueio de espaços de roupas para toda a conta, ajustes na dificuldade em áreas abertas e treino de montaria mais rápido. Uma equipe ficará focada nas melhorias mais solicitadas e na correção do sistema de subclassing para recuperar a identidade das classes. O balanceamento será feito por classe, começando pelo Dragonknight. Se você anda frustrado com ESO, essas mudanças podem renovar a experiência — resta ver se o plano dá certo.
Matt Firor, ex-diretor de The Elder Scrolls Online, saiu da ZeniMax Online Studios em julho de 2025, após quase 20 anos na empresa. Ele é veterano da indústria, cofundou a Mythic em 1995 e ajudou a lançar a ZeniMax Online Studios em 2007. A decisão veio depois do cancelamento do MMO conhecido como Project Blackbird, que ocorreu em meio a grandes cortes da Microsoft que afetaram o Xbox e levaram à demissão de cerca de 9.000 pessoas.
Em mensagem publicada nas redes sociais no início do ano, Firor afirmou que Project Blackbird era o jogo que ele esperou a carreira inteira para criar, e que o cancelamento o levou a se demitir. Ele disse que pensa nos colegas afetados, muitos com quem trabalhou por mais de 20 anos, e descreveu a equipe como dedicada e extremamente talentosa.
Firor também afirmou que não está diretamente envolvido nos projetos que ex-funcionários têm montado; está apenas aconselhando alguns de forma informal e investindo em pequenos times e startups. Ele acrescentou que ainda não decidiu qual será o próximo passo e que, por enquanto, não planeja abrir um novo estúdio.
A ZeniMax garantiu que The Elder Scrolls Online continuará a receber suporte e conteúdo, mas fontes internas dizem que a moral do estúdio ficou abalada após os cortes. Um testador sênior afirmou que a cultura e a colaboração foram profundamente afetadas, deixando a equipe preocupada com o futuro.