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Um vídeo recente afirma que a RTX 5070 Ti está praticamente fora de linha. Varejistas e fabricantes dizem que o estoque atual é o que há, sem planos de produzir mais. A Asus chegou a colocar o modelo em status de fim de vida por causa da falta de peças. O problema é a crise de memória: a demanda por infraestrutura de IA reduziu a oferta de DRAM e, crucialmente, de VRAM GDDR7.
A 5070 Ti usa 16 GB de GDDR7 e o mesmo chip GB203 da RTX 5080, então fabricantes preferem direcionar memória escassa para o modelo mais caro. A RTX 5080 está sendo vendida por cerca de R$6.000, enquanto as poucas 5070 Ti alcançam cerca de R$4.000 nas lojas. Isso cria um grande incentivo para priorizar a 5080. Nos testes, a 5070 Ti aceita overclock bem e pode ficar a poucos por cento do desempenho da 5080 sem exigir mais refrigeração ou energia.
Também há relatos de que a versão 16 GB da RTX 5060 Ti deve ter produção limitada. Do lado da AMD, os cartões RDNA 4 com 16 GB não parecem em fim de vida e há estoque razoável, mas os preços chegaram a subir — o modelo com preço sugerido de cerca de R$3.000 já é encontrado por valores maiores. Resta ver se a AMD consegue suprir uma demanda maior, caso muitos jogadores migrem para Radeon.
A Nvidia lançou o DLSS 4.5 e testes recentes mostram que ele pode aumentar bastante o consumo das placas de vídeo. O novo modelo usa uma arquitetura transformer e exige até cinco vezes mais processamento na GPU do que as versões anteriores. Em benchmarks idênticos com Cyberpunk 2077, uma RTX 5090 chegou a registrar até 50 W a mais quando o DLSS 4.5 estava ativo, principalmente no preset Model L (Ultra Performance). Os Tensor Cores da placa ficam mais ativos e, por causa disso, às vezes os quadros por segundo não sobem — e em alguns casos até caem devido à carga extra de cálculo.
Placas mais modestas também mostram aumento de consumo, mas sem saltos tão grandes em watts. Em testes com uma RTX 3060 Ti houve crescimento no gasto de energia, mas o valor absoluto foi bem menor. Jogos como Spider-Man Remastered e STALKER 2 também apresentaram consumo extra com DLSS 4.5, embora os testes em cada jogo não fossem sempre idênticos, o que torna a comparação direta menos precisa.
A vantagem é que o DLSS 4.5 tende a entregar imagem mais estável. Em 4K, o modo Performance com entrada em 1080p tem qualidade visual impressionante e pode valer a troca de presets. Se você já tem uma GPU topo de linha, o aumento no consumo pode não ser um problema. Mesmo assim, vale ficar atento à fonte, aos cabos e à refrigeração. No fim das contas, é uma escolha entre melhor imagem e mais consumo de energia; cada jogador precisa decidir o que pesa mais no seu setup.
O CES 2026 trouxe boas notícias para quem joga no PC: os monitores foram o destaque. A grande mudança veio nas OLEDs, que sofriam com letras meio borradas por causa do arranjo antigo de subpixels. Agora Samsung e LG adotaram um layout em faixas verticais de R, G e B. A Samsung segue com QD-OLED e pontos quânticos, a LG mantém WOLED sem o subpixel branco. O resultado é texto mais nítido e menos franja.
Vimos isso em modelos como o ultrawide da MSI com painel V-Stripe a 360 Hz e 300 nits, e no HyperX Omen OLED 34 com especificações parecidas. A Asus mostrou duas versões, uma com o painel Samsung e outra 27” 4K 240 Hz com o painel da LG, que deve ficar ainda melhor por ter mais pixels por polegada. Testes rápidos mostram melhoria na leitura, mesmo que a densidade de pixels ainda limite a nitidez em algumas telas. O MSI saiu por cerca de R$5.500 e modelos antigos já aparecem em promoções por cerca de R$2.000.
Houve avanço também nas telas IPS, com a evolução do G-Sync Pulsar da Nvidia. Em vez de strobar a tela inteira, o sistema agora stroba uma faixa horizontal antes da varredura que atualiza os pixels. Isso aumenta muito a clareza de movimento e reduz o efeito de cintilação de soluções antigas. No fim, a escolha será entre cores e contraste das OLEDs e a nitidez de movimento do Pulsar. A expectativa é que a nova geração torne monitores melhores e, com sorte, mais acessíveis.
Nvidia lançou o DLSS 4.5, que traz três novidades: um modelo transformer de segunda geração para Super Resolution (upscaling), o Multi Frame Generation dinâmico e um modo 6x. Por enquanto só o novo upscaler está disponível — o frame gen e o modo 6x chegam na primavera. No geral, a atualização melhora a qualidade de imagem, mas tem prós e contras.
Para usar é preciso atualizar os drivers e entrar na versão beta do app da Nvidia, depois ativar por jogo a opção DLSS Override nas configurações do driver. Há novos presets: Model M, otimizado para Performance, e Model L, voltado ao Ultra Performance em 4K. O novo transformer é mais complexo e exige muito das Tensor Cores; GPUs das séries 20 e 30 sofrem impacto maior do que as das séries 40 e 50, que suportam FP8 nativamente.
Nos testes, os resultados variam. Em Cyberpunk 2077 e Stalker 2 o DLSS 4.5 reduz cintilação, preserva cores e detalhes finos, mas pode aumentar nitidez demais em alguns cenários e criar halos escuros. Black Myth: Wukong ficou excessivamente nítido sem ajustar o sharpening. Em outros jogos a diferença é quase imperceptível. Ultra Performance impressiona em 4K, mas Performance continua sendo o melhor equilíbrio entre qualidade e FPS. Prepare-se também para consumo extra de energia em GPUs topo de linha. A recomendação é testar no seu PC e aguardar as atualizações que devem trazer o Multi Frame Generation dinâmico e melhorias na reconstrução por ray tracing.
Um registro de remessa mostrou um “Dell 16 Premium” com a indicação “N1X”. Esse código aponta para o chip Arm da Nvidia para PCs, cuja existência já foi confirmada pela própria empresa. A descoberta veio de um site de dados de remessa e ganhou atenção nas redes sociais. A listagem descreve o produto como “engineering technical samples for R&D” e inclui a sigla “DVT”.
DVT, ou Design Validation Test, normalmente indica que o aparelho está funcional e muito próximo do produto final. Em alguns casos, modelos DVT enviados a revisores só precisam de atualização de firmware para virar a versão de varejo. Por isso essa entrada na lista sugere que a Dell tinha um protótipo pronto para testes, o que aumenta a chance de ter sido planejado para 2025.
Mas há sinais de atraso. A listagem é de novembro do ano passado e a Dell passou a usar outra marca para sua linha premium em 2026, o que aponta para adiamento ou cancelamento do modelo. Além disso, o N1X já passou por revisões e enfrenta um grande desafio: suporte de sistema operacional. A camada de tradução usada hoje foi otimizada para chips concorrentes, então a Nvidia precisaria de adaptação. Se o N1X herdar partes do GB10 usado em servidores, ele pode ter gráficos próximos a uma RTX 5070 de desktop. Em resumo: o chip é promissor para jogos, mas ainda não chegou ao mercado.
A NVIDIA aproveitou a CES 2026 para trazer várias novidades ao GeForce NOW. O serviço ganhou app beta nativo para Linux, versão para dispositivos Amazon Fire TV, suporte a controles de voo HOTAS e uma opção de login único. A empresa também confirmou que seis jogos chegam ao streaming esta semana, além de títulos maiores a caminho.
O app beta para Linux começa pelo Ubuntu 24.04 e versões posteriores. Com a renderização na nuvem, jogadores de Linux podem usar ray tracing, NVIDIA DLSS e outros recursos RTX sem precisar de uma placa potente. No Brasil, o serviço GeForce NOW Powered by ABYA promete streaming em até 4K para quem tiver conexão compatível.
O app para Fire TV transforma a TV em ponto de acesso para jogos na nuvem, sem precisar de console ou PC. E o suporte a HOTAS permite conectar manche e acelerador de marcas como Thrustmaster e Logitech, com perfis personalizados. Em jogos compatíveis, o NVIDIA Reflex ajuda a manter baixa latência, ideal para simuladores e combates aéreos.
Entre os jogos confirmados estão 007 First Light, Resident Evil Requiem — onde você pode jogar como Graça ou como Leon — Crimson Desert, Active Matter e Pathologic 3. A integração com Battle.net já funciona como login único, e a chegada do Gaijin.net vai facilitar ainda mais o acesso. O resultado é mais opções para jogar quando, como e onde quiser.
Em um Q&A, o CEO da Nvidia disse que a empresa pode levar tecnologias de IA das GPUs mais novas para modelos antigos. A ideia é tentar mitigar a crise de memória e a falta de peças, dando mais fôlego a placas como a RTX 3060. Ele afirmou que isso é possível e que vai analisar a proposta, mas não fez um compromisso definitivo.
Essas tecnologias incluem recursos como DLSS, que renderiza em resolução menor e usa IA para aumentar a imagem, e geração de frames, que cria imagens intermediárias para deixar a jogabilidade mais suave. Recursos como a Multi Frame Generation (MFG) já adicionam frames “falsos” — inicialmente três por cada frame real e agora com possibilidade de até seis —, mas por enquanto estão disponíveis só nas GPUs mais recentes. Parte desses ganhos depende de componentes específicos no chip, então adaptar tudo para modelos antigos exigiria trabalho de engenharia e talvez não seja totalmente viável.
É uma resposta meio vaga, mas mostra que a ideia está na mira da Nvidia. Se for viável, pode ser uma boa notícia para quem tem uma placa da série 30: menos pressão para trocar hardware e ganho de desempenho por software. Ainda assim, é um alívio pequeno num momento em que o mercado de hardware está apertado por causa da demanda por IA.
A Nvidia mostrou a G-Sync Pulsar, uma técnica de estroboscópio na retroiluminação que é sincronizada com a taxa de atualização e reduz o desfoque de movimento de forma impressionante. Em uma demonstração ao vivo, personagens e textos em movimento ficaram muito mais nítidos do que em monitores normais, fazendo cenas rápidas parecerem quase estáticas para os olhos.
A solução combate o chamado “motion hold”: quando a luz de fundo fica sempre ligada, cada frame permanece visível até o próximo e a imagem fica borrada. A Pulsar faz um strobe rolante que acende a retroiluminação pouco antes da varredura chegar à parte seguinte do painel, e ajusta esse pulso conforme a taxa de atualização. O resultado é até quatro vezes mais clareza em movimento, sem perder a variação de taxa (VRR).
Nos testes foram usados jogos como Overwatch 2 e Anno 117: Pax Romana para mostrar como ícones e textos se mantêm legíveis ao mover a câmera. Há limitações: o recurso exige backlights IPS rápidos aprovados pela Nvidia, um chip escalador específico e não funciona em telas OLED. Os primeiros modelos chegam a partir de 6 de janeiro, com o modelo mais barato da primeira leva custando aproximadamente R$ 3.000 lá fora.
Para quem joga, a Pulsar promete uma nitidez em movimento que pode mudar escolhas entre um painel IPS muito rápido ou um OLED com melhor contraste. Depois de ver a demo, a diferença fica difícil de ignorar.
Um vazamento nas redes afirma que a Nvidia pode voltar a fabricar a RTX 3060 no primeiro trimestre de 2026. A notícia é por enquanto rumor, mas vem de um vazador com histórico de acertos, então ganhou alguma credibilidade. A volta da placa aparece como resposta à falta de memória DRAM que está apertando o mercado.
Faz sentido do ponto de vista industrial. As placas da nova geração usam GDDR7 e são fabricadas em um nó que também produz aceleradores de IA. A RTX 3060 usa GDDR6 e foi feita em um processo diferente. Reativar a produção da 3060 reduziria a demanda por memórias mais recentes e liberaria capacidade de fabricação para chips de IA.
A 3060 existe em versões de 8 GB e 12 GB; trazer a versão de 12 GB seria ótimo para quem joga. Mesmo assim, a decisão tem um lado ruim: mostra que a empresa pode priorizar chips de IA em vez de focar em GPUs para games. No curto prazo pode ajudar a encontrar placas mais baratas, mas é um sinal preocupante sobre as prioridades da indústria e sobre como 2026 pode ser difícil para jogadores de PC.
Mesmo que a produção volte, a reposição de estoques pode levar meses, então qualquer queda de preço deve demorar. Vale acompanhar os anúncios oficiais nas próximas semanas.
A Nvidia revelou o DLSS 4.5, prometendo rodar jogos com path tracing em 4K a 240 Hz usando inteligência artificial. A novidade junta um modelo transformer de segunda geração com Multi Frame Generation ampliado para tentar entregar fluidez acima de 240 Hz em jogos muito pesados.
Multi Frame Generation (MFG) agora pode inserir até cinco frames extra entre cada frame renderizado, chegando a 6x de frame gen. O novo modelo usa mais poder de processamento e um conjunto de treino maior para reduzir ghosting, cintilação e melhorar a estabilidade temporal e as bordas. A técnica mistura interpolação, fluxo óptico e geração de imagem por IA.
O recurso de MFG exige GPUs da série RTX 50 (arquitetura Blackwell) para alcançar esses níveis. Ainda que gere frames, você precisa de uma taxa de entrada alta — idealmente 60 fps ou mais — e baixa latência no PC, ou os ganhos desaparecem e surgem artefatos. Em demonstrações, uma RTX 5090 rodou Black Myth Wukong em 4K a 246 fps com 6x MFG e 53 ms de latência.
A Nvidia vai lançar o Dynamic MFG no app, que ajusta automaticamente a geração para mirar a taxa do monitor ou um nível fixo. O DLSS 4.5 Super Resolution não fica restrito à série RTX 50: qualquer GPU RTX deve receber o novo modelo, e a empresa afirma que mais de 400 jogos terão suporte no lançamento. Resta ver na prática se os jogadores vão ativar essa geração agressiva de frames.
A Nvidia atualizou o G-Sync Pulsar, a tecnologia de redução de motion blur que foi mostrada pela primeira vez no CES há dois anos. Agora já existem monitores compatíveis com a novidade. A versão original fazia strobing na luz de fundo inteira para encurtar o tempo em que um quadro fica visível; a nova versão traz mudanças que prometem reduzir ainda mais o desfoque percebido sem aumentar muito o cintilar.
Percepção de motion blur acontece quando nossos olhos mantêm o quadro anterior ou quando os pixels mudam devagar. Pulsar usa strobing parecido com o Ultra-Low Motion Blur, mas adaptado a taxas de atualização variáveis. A grande mudança é que a nova técnica não estrobe toda a luz de fundo: ela faz pulsos apenas numa faixa horizontal à frente do ponto de varredura do painel. São até dez faixas de luz que formam uma onda, piscando pouco antes das linhas do painel mudarem de imagem.
No papel, isso faz com que cada quadro fique visível por cerca de 25% do tempo, o que a Nvidia descreve como quatro vezes menos tempo de retenção do objeto e quatro vezes mais clareza de movimento efetiva. A tecnologia é voltada para jogadores competitivos: os primeiros painéis anunciados são IPS de 27 polegadas, 1440p e 360 Hz de marcas como Acer, AOC, Asus e MSI. Será interessante ver como um 360 Hz com Pulsar se compara a monitores com taxas maiores sem esse tipo de strobing.