#Magic: The Gathering
Lorwyn Eclipsed é a nova expansão de Magic: The Gathering que volta às duas terras gêmeas: Lorwyn e Shadowmoor. Essas regiões antes alternavam entre dia eterno e noite sombria a cada 300 anos, mas agora existem lado a lado. Quem atravessa a fronteira muda: não é mais a mesma pessoa, elfo ou boggart de antes. A ideia explora essa dualidade entre luz e escuridão de forma direta e teatral.
Essa dualidade aparece num curta chamado One Light, One Dark, feito como um musical com bonecos. Os personagens, criados pela Jim Henson’s Creature Shop, cantam sobre como a vida muda de um lado para o outro. De um lado apertam sapos com carinho; do outro cometem atos bem mais sombrios, até matar pombos. O contraste é proposital e cria uma sensação ao mesmo tempo encantadora e estranha.
No jogo, a expansão traz a palavra-chave Vivid, que faz os efeitos variarem conforme quantas cores diferentes você usa, ressaltando o lado colorido de Lorwyn. Blight representa a violência de Shadowmoor ao espalhar marcadores -1/-1. Changeling, de volta da edição original, deixa shapeshifters aproveitar efeitos que normalmente se aplicariam só a tipos específicos. Lorwyn Eclipsed chega ao Magic Arena em 20 de janeiro e às lojas físicas em 23 de janeiro, com decks temáticos de Commander e boosters.
Rhea Seehorn, que hoje estrela a série Pluribus, teve um dos primeiros papéis em um jogo de PC dos anos 90. Ela aparece num tutorial de Magic: The Gathering da versão Shandalar. O vídeo é barato e nostálgico, com atores filmados sobre cenários gerados por computador bem rudimentares.
Shandalar foi uma adaptação digital de Magic com uma campanha singleplayer. Você andava por um mapa, enfrentava outros magos e montava baralhos a cada vitória. Para a época, o jogo era bem amplo e trouxe muito mais conteúdo do que a maioria das versões digitais de cartas; até hoje é lembrado por esse escopo.
O tutorial completo tem mais de uma hora de instrução dita. É engraçado e meio atrapalhado: atuação exagerada, efeitos toscos e aquele visual de PC dos anos 90. Não é o melhor jeito de aprender as regras hoje, mas mostra o empenho de quem fez o jogo e diverte pelo contraste com produções atuais.
Em entrevista, Seehorn contou que a produção era tão econômica que improvisaram botas com meias e fita. Ela lembrou de ver a própria foto na caixa do jogo e ir a uma loja pedir uma cópia. Hoje o tutorial está disponível online e os comentários fazem piada ligando aquele papel antigo ao personagem que ela vive agora; vale pela nostalgia.
Na nova coleção Marvel de Magic: The Gathering surgiu um combo que já virou frase: transformar o Incrível Hulk num loop de ataques infinitos. A montagem pede que Bruce Banner seja transformado em Hulk (a transformação exige seis manas). Depois disso, a carta revela uma habilidade que muda o ritmo da partida.
O Incrível Hulk tem Enrage — sempre que ele sofre dano, recebe um marcador +1/+1; se estiver atacando, ele é endireitado e há uma fase de combate adicional. Combine isso com Caltrops, que causa 1 ponto de dano sempre que uma criatura ataca, e o cenário fica claro: Hulk ataca, pisa nos caltrops e leva 1 de dano; Enrage coloca um marcador, endireita ele e dá outra fase de combate; ele ataca de novo; e assim por diante. O resultado é um ciclo que aumenta indefinidamente o tamanho do Hulk e gera combates extras.
O combo não é totalmente imbatível. Muitos bloqueadores em campo podem segurar o dano e, eventualmente, matar o Hulk antes que ele cresça demais. Há também respostas que mudam a ordem dos acontecimentos: por exemplo, cartas que transformam Bruce Banner imediatamente, mas impedem dano de combate naquele turno. Como Caltrops não causa dano de combate, é possível usar essas interações para empilhar marcadores sem trocar dano naquele turno e finalizar no seguinte. É mais um daqueles momentos absurdos que fazem a graça de explorar novas coleções em Magic.
A Wizards of the Coast adiou o lançamento do Secret Lair x Monster Hunter para algum momento de 2026. O anúncio veio depois que a versão inicial do superdrop recebeu críticas fortes da comunidade. Em um post no blog, a empresa afirmou que o que foi revelado ficou aquém das expectativas e que prefere refazer todo o conjunto para entregar algo melhor.
Fãs e jogadores reclamaram que as cartas escolhidas não conversavam com os monstros e faltou sentido temático. Em fóruns e grupos, muitos disseram que as combinações pareciam arbitrárias. Também houve críticas sobre o valor das cartas: a maior parte são reimpressões pouco procuradas, o que desanimou colecionadores e quem joga. Alguns usaram exemplos como Zinogre e Brachydios para mostrar como emparelhamentos não faziam sentido.
A Wizards of the Coast explicou que a Capcom está de acordo com a revisão e que mais detalhes virão no ano que vem. A ideia é entregar um Secret Lair que agrade tanto fãs de Monster Hunter quanto jogadores de Magic. Muitos esperavam artes novas e cartas mais temáticas. O adiamento incomoda quem esperava o drop, mas mostra que a empresa ouviu a comunidade. E você, o que mudaria nessa nova versão do Secret Lair?
Black Friday é uma ótima chance para aumentar sua coleção de Magic: The Gathering. Depois do feriado, vale a pena abrir pacotes e montar decks com os amigos. Nesta seleção tem opções para quem está começando e para quem já joga há anos: caixas tipo Beginner Box, Play Boosters e Jumpstart oferecem muitos pacotes e meias-decks para montar decks rápidos e jogar Draft com a galera. Se você está começando, o Beginner Box é uma forma simples de aprender as regras e ter várias opções de jogo.
Também tem decks prontos para Commander com estilos diferentes. Tem um deck Group Hug que foca em fazer todo mundo gostar de você antes de ganhar a partida, e decks temáticos de Final Fantasy que usam o cemitério para trazer criaturas de volta e causar dano aos oponentes aos poucos. Essas opções são boas para quem quer jogar casual ou experimentar novas mecânicas sem montar tudo do zero.
Além dos jogos, aparecem camisetas e acessórios para mostrar que você curte o jogo. Confira ofertas na Amazon e no Walmart, mas lembre-se de checar o estoque e as condições antes de comprar. Aproveite a Black Friday para testar formatos diferentes, como Draft e Jumpstart, ou para garantir um deck pronto para as mesas. Qual item você compraria primeiro para melhorar suas partidas?
Em 1994, logo depois do sucesso inicial de Magic: The Gathering, saiu uma pequena expansão chamada The Dark, com 119 cartas. O que a tornava diferente era a forma como tratava as cores de mana — e, principalmente, como retratava a mana branca: em vez de anjos e paz, havia cenas de fanatismo religioso e violência. Agora, o diretor de arte original, Jesper Myrfors, confirmou que aquilo foi proposital: The Dark era uma crítica aberta aos males e à hipocrisia de cristãos conservadores que haviam acusado o jogo de promover satanismo durante o chamado ‘Satanic Panic’.
Myrfors conta que, quando jovem, sofreu acusações injustas e depois viu um autoproclamado ‘profeta’ apontar símbolos no verso das cartas como prova de ocultismo. Isso o deixou irritado e o levou a ‘segurar um espelho’ para esses grupos ao criar a expansão. Como diretor de arte, ele diz que foi 100% responsável pelo visual e que a equipe da Wizards of the Coast aceitou o projeto — havia pressa depois do sucesso de Legends e muita gente ali também tinha vivido o pânico moral daquela época.
Hoje ele decidiu falar abertamente sobre as intenções do set, dizendo que a mensagem continua atual: pessoas que se acham virtuosas podem ser tão perigosas quanto qualquer culto quando esquecem a mensagem de amor que deveria guiar suas crenças. O nome The Dark referencia as ‘idades sombrias’, quando a igreja tinha controle absoluto, queimava curandeiras e limitava o acesso ao conhecimento. Myrfors diz que queria jogar luz sobre esse comportamento — algo que, para ele, tem ecos no presente. Você acha que expansões como The Dark ainda fazem sentido como crítica social nos jogos?