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Editora de Manor Lords proíbe arte gerada por IA — ‘nem mesmo placeholders’ serão aceitos

Cena de Manor Lords

A editora Hooded Horse, responsável por jogos como Manor Lords, decidiu proibir o uso de arte gerada por inteligência artificial em seus contratos de publicação. O CEO disse em entrevista que odeia a arte gerada por IA e que agora exige nos acordos: “nenhuma asset de IA”. A medida vale tanto para imagens finais quanto para imagens usadas em protótipos.

Ele explica que até usar IA como placeholder é perigoso. Se uma imagem gerada por IA ficar em algum build e não for substituída, pode acabar chegando ao jogo final. Isso já aconteceu antes: Ubisoft teve de corrigir Anno 117 quando uma arte de placeholder chegou à versão ao vivo, e Clair Obscur perdeu prêmios importantes após lançar com imagens geradas por IA ainda no jogo.

Hooded Horse pede que desenvolvedores evitem qualquer uso de IA generativa, mesmo em fases iniciais. A editora diz que isso demanda vigilância constante para evitar que elementos ‘infestem’ os projetos. No mercado, estúdios reagem de formas diferentes: alguns adotam ferramentas de IA para agilizar processos, outros optam por uma postura mais cautelosa. Para publicadoras, o desafio agora é equilibrar produtividade e cuidado para manter a integridade artística dos jogos. A postura pode criar pressão sobre estúdios que já usam IA em pré-produção.

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